Blog do Mandato

  • 10/02/2010

    PT, 30 anos militante pelo Brasil

    O PT completa hoje 30 anos. No dia 10 de fevereiro de 1980, gente das mais diferentes origens reuniu-se no colégio Sion, em São Paulo, para tomar a decisão que mudou a história política do Brasil. O PT na origem era um pequeno partido, com uma imensa vontade de crescer. O PT de hoje governa o Brasil, cinco Estados e mais de 500 prefeituras. Homenageamos todos os que tiveram a coragem de tomar essa decisão. Especialmente os que pagaram com a vida a determinação de lutar.
    Três décadas construindo a democracia no Brasil, trajetória construída paulatinamente e marcada por luta pelos direitos sociais, defesa dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional e da integração latino-americana. No 30º aniversário, celebramos um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática num projeto transformador da sociedade brasileira.
    A ousadia de fundar um Partido dos Trabalhadores ocorreu num momento em que o sistema político bipartidário da ditadura estava esgotado, quando as lutas sociais, clamando por mudanças, exigiam novas opções partidárias. Sofremos críticas sobre supostas divisões no campo democrático, mas o tempo encarregou-se de confirmar a importância histórica do projeto do PT. Um partido que nasceu com um projeto de uma nova democracia política, oriundo das lutas sindicais e populares para construir um país justo e democrático, defensor de nossa soberania, de nossas riquezas e do interesse público.
    A militância superou os desafios da montagem da estrutura do partido, enfrentando a legislação draconiana do governo militar. O partido cresceu de maneira orgânica e amadureceu até chegar à compreensão plena da importância estratégica das alianças, decisivas para quem quer realizar um projeto transformador.
    Em sua trajetória histórica, como ente coletivo, o PT refletiu e mudou, mas nunca mudou de lado, como mostram as conquistas do governo Lula. Temos hoje 1 milhão e 300 mil filiados que acreditam no projeto e militam para que ele prossiga.
    Um traço dessa história militante do PT é a capacidade de apontar para o partido e para a sociedade objetivos ousados, porém plausíveis. O crescimento do PT resultou de sua capacidade de construir suas teses a partir das lutas reais do povo. Como na Constituinte de 1987, uma pequena bancada de 16 deputados e nenhum senador se agigantou apoiada na mobilização popular.
    Ao longo de sua trajetória, o PT soube usar essa característica para, com seus militantes, mobilizar e conquistar. Empunhamos bandeiras históricas, como a da luta pela terra, pela saúde, pela educação, pelo emprego, pelos direitos humanos, pela integração continental, pela defesa das minorias e contra a discriminação. Assim, superamos o dilema de ser partido de massas ou de quadros e nos fortalecemos como canal de representação e de participação de milhões de brasileiros.
    Trinta anos de ampliação dos espaços de cidadania, rompendo com modelos populistas e com as fórmulas prontas -algumas importadas- para os problemas nacionais. Reinventamos o funcionamento do partido com as cotas de mulheres nas direções, os setoriais temáticos e as eleições diretas partidárias, o PED. O PT sempre valorizou o conceito de militância, grande insumo de nossa renovação.
    Dessa forma avançamos, chegamos às prefeituras e aos governos estaduais, ampliamos as bancadas parlamentares e as bases sociais, até a vitória histórica de Lula em 2002. As grandes bandeiras de nossa luta foram materializadas no governo Lula, que colocou o Brasil no rumo da redução acelerada das desigualdades sociais e regionais, ampliando a renda interna, gerando um mercado de massas, criando empregos e políticas públicas transformadoras, arquivando a teoria do Estado mínimo, que tantos males causou ao Brasil.
    O governo do PT mudou a imagem do país, levando-o a um novo patamar no cenário mundial. Lula é referência internacional.
    Nossos militantes, com os partidos aliados, preparam-se agora para construir um programa que garanta as mudanças implementadas pelo governo Lula, aprovadas por mais de 80% da população, e apresente novas metas ao povo brasileiro. Desejamos consolidar o projeto democrático popular colocado em prática pelo governo Lula, mas aprofundando e acelerando os avanços conquistados.
    Aos 30 anos, o PT olha para sua história com o orgulho de quem ajudou a construir a democracia e hoje lidera o governo mais popular da história do Brasil. Mas olhamos para a frente com a humildade de quem sabe que na política cada desafio vencido abre dezenas de novas responsabilidades.
    Viva o PT!

    JOSÉ EDUARDO DUTRA, 52, geólogo, ex-senador da República (PT-SE), ex-presidente da Petrobras, é o novo presidente do PT.

    RICARDO BERZOINI, 50, bancário e deputado federal (PT-SP), conclui hoje seu mandato de presidente do PT.

  • 04/12/2009

    A Padroeira dos Mineiros.

    Conta à lenda que Santa Barbara era uma jovem linda e que seu pai o Sátrapa Dióscoro, homem sem fé, queria tirar proveito desta beleza casando-a com um pretendente de posses e da alta nobreza. Santa Barbara recusava, havia feito votos de servir apenas a Cristo. Quando o pai descobriu as razões de Santa Bárbara, levou-a as barras do tribunal, primeiro impuseram-lhe pesados castigos cujas marcas eram milagrosamente curadas. Ela continuou não aceitando as imposições do pai e foi condenada a morte. Seu último pedido foi que lhe tirassem a vida no alto da colina, imitando a Jesus de Nazaré, o pai escolarizado saca da espada é a degola, no instante seguinte e fuzilado por um raio, eis a razão de ela santificada tornar-se a protetora contra os raios.

    Contam ainda que enquanto Santa Barbara fugia, os rochedos se abriam para a sua passagem, razão pela qual é denominada de Padroeira dos Mineiros. Uma epopéia que se assemelha a vida e a luta dos mineiros, aqui, ali e acolá, Estes bravos homens que tiram das profundezas da terra a riqueza na forma de carvão, cobre, ouro, prata e  diamantes. A região carbonífera desenvolveu-se com o suor e as lágrimas desta categoria profissional, os mineiros, mas que aos poucos vai desaparecendo, mas a riqueza ficou e permitiu que outras atividades econômicas surgissem e fossem se estabelecendo, produzindo quantidades significativas de outras riquezas que movimenta toda a grande massa econômica desta nossa vasta região.


    Parabéns mineiros, pelo exemplo de dedicação e de luta. À Santa Barbara elevemos nossas preces em agradecimento pela eterna proteção cuja data é hoje, quatro de dezembro em Criciúma e outras cidades da região sul como Lauro Muller, Treviso e Siderópolis.

  • 11/09/2009

    Entre aprendizado e angustia

    Ali atrás quando sai do PMDB, com saudades do velho MDB de guerra e solicitei ingresso no PT, não imaginava as transformações que sofreria no jeito de pensar, de saber e de agir.A práxis do dia a dia no Partido dos Trabalhadores é de uma efervescência imensurável; o mais humilde dos trabalhadores deu-me e dá-me aulas de concepção de mundo e de leitura da realidade que é impossível descrever. Confesso, a cada dia que passa, sinto-me mais angustiado com as demandas que se avolumam, o nível de consciência da realidade que precisa ser transformada superam em muito minha capacidade de ator num universo conturbado pela falta de informação e de formação; onde as verdades deste tempo escondem um flagelo que temos de combater. Diga-se: Verdades que não são verdades. O poder insano, nas mãos de insanos poderosos tem afastado o debate das coisas sãs para o lamaçal que uns poucos jogam no seio da nação como se tudo fosse podre e impuro.

    Quando o presidente Lula diz em público e chorou quando o disse “Que era necessário garantir que todas as pessoas tivessem ao menos três refeições por dia, estava dizendo que o desenvolvimento deste país, passa pelo aumento do poder de compra de seu povo; na sua visão de uma sociedade solidaria pura; estava recitando o discurso dos abolicionistas ingleses que entendiam que só o homem livre consome. Com o seu singelo novo modelo político social determinado por Florestan Fernandes e Edgar Morin de Solidarismo; que o próprio PT ainda não descobriu como uma proposta vanguardista, digamos uma nova fase do abolicionismo e que a esquerda saudosista (rejeita) que não consegue fazer leitura da nova realidade mundial, das forças que a compõe e que a socialização será diversa daquela que se debateu e tentou-se construir até ontem. Porquê hoje os homens querem participar da riqueza sim, todos os homens querem viver melhor sim, e não tenho dúvidas em afirmar que um sistema econômico baseado no solidarismo será o modelo dos próximos dias; cujos adversários já o combatem quando dizem que a transferência de renda não resolve o problema das populações abaixo da linha da miséria e que este é apenas um sistema eleitoreiro, estes mesmos tem origem nos segmentos que combateram a extinção da escravatura.

    A socialização da riqueza se dará no momento em que aqueles que nada têm, passem a ter, não importando se o outro tem mais ou tem muito. Os trabalhadores vão se unir para conquistarem parcelas do capital para dele fazerem uso para a melhoria da sua qualidade de vida; não vai haver ditaduras, nem do capital nem dos proletários, todos os homens serão livres além da forma da Lei. Todos seremos livres. Isto angustia, porque o ideal às vezes parece utópico. Como conspiradores de um mundo novo de justiça social completa vamos construindo isto.

  • 14/07/2009

    Depois de seis meses prestamos conta

    Após seis meses de trabalho acredito que possamos fazer uma prestação de conta de nossas ações. Com 67,2 mil votos e primeiro suplente como deputado federal, assumi a Câmara, depois que o então deputado Carlito Merss se elegeu prefeito de Joinville. Esses seis primeiros meses serviram para que nós retomassemos os assuntos que deixamos encaminhados no mandato passado e assumimos o compromisso de trabalhar todos os assuntos que envolvam desenvolvimento sustentável regional e educação.

    Defendo que nenhuma região se desenvolve sem obras de infra-estrutura e educação. E essas serão as duas alavancas de nosso trabalho nos próximos dois anos. Proporcionar ações que visam agilizar as obras que são ferramentas para o desenvolvimento de nosso Estado e Região e focar sempre na educação, como aconteceu no nosso primeiro mandato quando dedicamos R$ 10,5 milhões em emendas individuais para a interiorização da UFSC, fato que se concretizou em 2007 e hoje quase duas mil pessoas podem dispor de ensino superior público e gratuito em suas cidades e não mais apenas na capital Florianópolis onde poucos tinham acesso. Acredito que a duplicação da BR 101 é a principal obra do Governo Federal para o desenvolvimento da região sul e esta bandeira assumi como prioridade. Quero ser parceiro e estarei a disposição para junto com o Governo Lula, a Ministra Dilma Roussef, a senadora Idelli Salvatti, nossos deputados federais e estaduais e todos os demais companheiros na construção de um novo Brasil, de uma nova história.

    Forte abraço a todos.

    Jorge Boeira

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