Blog do Mandato

Entre aprendizado e angustia - 11/09/2009

Ali atrás quando sai do PMDB, com saudades do velho MDB de guerra e solicitei ingresso no PT, não imaginava as transformações que sofreria no jeito de pensar, de saber e de agir.A práxis do dia a dia no Partido dos Trabalhadores é de uma efervescência imensurável; o mais humilde dos trabalhadores deu-me e dá-me aulas de concepção de mundo e de leitura da realidade que é impossível descrever. Confesso, a cada dia que passa, sinto-me mais angustiado com as demandas que se avolumam, o nível de consciência da realidade que precisa ser transformada superam em muito minha capacidade de ator num universo conturbado pela falta de informação e de formação; onde as verdades deste tempo escondem um flagelo que temos de combater. Diga-se: Verdades que não são verdades. O poder insano, nas mãos de insanos poderosos tem afastado o debate das coisas sãs para o lamaçal que uns poucos jogam no seio da nação como se tudo fosse podre e impuro.

Quando o presidente Lula diz em público e chorou quando o disse “Que era necessário garantir que todas as pessoas tivessem ao menos três refeições por dia, estava dizendo que o desenvolvimento deste país, passa pelo aumento do poder de compra de seu povo; na sua visão de uma sociedade solidaria pura; estava recitando o discurso dos abolicionistas ingleses que entendiam que só o homem livre consome. Com o seu singelo novo modelo político social determinado por Florestan Fernandes e Edgar Morin de Solidarismo; que o próprio PT ainda não descobriu como uma proposta vanguardista, digamos uma nova fase do abolicionismo e que a esquerda saudosista (rejeita) que não consegue fazer leitura da nova realidade mundial, das forças que a compõe e que a socialização será diversa daquela que se debateu e tentou-se construir até ontem. Porquê hoje os homens querem participar da riqueza sim, todos os homens querem viver melhor sim, e não tenho dúvidas em afirmar que um sistema econômico baseado no solidarismo será o modelo dos próximos dias; cujos adversários já o combatem quando dizem que a transferência de renda não resolve o problema das populações abaixo da linha da miséria e que este é apenas um sistema eleitoreiro, estes mesmos tem origem nos segmentos que combateram a extinção da escravatura.

A socialização da riqueza se dará no momento em que aqueles que nada têm, passem a ter, não importando se o outro tem mais ou tem muito. Os trabalhadores vão se unir para conquistarem parcelas do capital para dele fazerem uso para a melhoria da sua qualidade de vida; não vai haver ditaduras, nem do capital nem dos proletários, todos os homens serão livres além da forma da Lei. Todos seremos livres. Isto angustia, porque o ideal às vezes parece utópico. Como conspiradores de um mundo novo de justiça social completa vamos construindo isto.

Comentários

  • Elenir Jussara Agert Beck

    27/09/2009 - 09:23

    O verdadeiro alimento que colocará o Brasil no topo será a educação pública, gratuita e democrática. O brasileiro entenderá, através dela, que ser livre é ser inteligente.

    Um ser humano livre tem as ferramentas certas para vencer.

    Despertar o interesse em cultura fará toda a diferença.

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